A revolução de Trump no visual do Salão Oval da Casa Branca
Presidente dos EUA deixou o o escritório oficial de trabalho da presidência dos Estados Unidos com a sua cara.
O poder de dissuasão tem determinado os desfechos das crises desencadeadas por Donald Trump.
Ele jamais ameaça Xi Jinping e Vladimir Putin porque reconhece neles ditadores de grandes potências nucleares e, no caso chinês, econômica, sem limites para usar esse poderio.
🌍 Contexto e Relevância
Com a Coreia do Norte, de status semelhante, embora menor, Trump ameaçou, depois cortejou Kim Jong-un e finalmente desistiu, diante do custo alto demais.
Pelo menos desde o livro “A Arte de Negociar”, de 1987, Trump tem reiterado que não persegue objetivos fixos, que enfraqueceriam sua posição de negociador.
Esse princípio se confirma quando o presidente americano se apega demais a um objetivo, como o Prêmio Nobel da Paz.
🔍 Detalhes Importantes
Diante do ardor com que Trump deseja um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, Putin o faz de gato e sapato.
A alternativa é pressionar a Ucrânia, o lado mais fraco, a fazer concessões.
Volodmir Zelenski e os principais líderes europeus resistem com tanta firmeza, e a ideia de ceder território não conquistado militarmente pelo invasor é tão obscena, que Trump está demorando a enfiar o acordo goela abaixo de Kiev.
🧠 Análise da Situação
Mas é o que pretende fazer.
Trump tentou anexar o Canadá.
Membro da Otan e do G-7, o vizinho resistiu e, graças às ameaças de Trump, o governo liberal obteve a reeleição, contra o que previam as pesquisas meses antes.
Trump agora tenta sem sucesso cercear as relações Canadá–China.
Na Venezuela, o objetivo inicial era derrubar o regime, acusado de “narcoterrorismo”.
Diante do custo militar elevado, Trump trocou por dominar o petróleo, o que conseguiu com a captura apenas de Nicolás Maduro.
Na Groenlândia, o objetivo inicial era se apropriar da ilha.
Os europeus enviaram tropas e ameaçaram anular o acordo comercial do ano passado.
Trump aceitou promessas de novas bases — que um acordo de 1951 já garantia – e de negar acesso russo e chinês.
Quando a vítima não tem meios de dissuasão, Trump não muda de objetivo.
Leia também
Ele ameaçou intervir no Panamá se não rompesse o contrato com a CK Hutchison Holdings, de Hong Kong, para operar um porto no Pacífico e outro no Atlântico.
A Suprema Corte panamenha anulou o contrato.
Na Faixa de Gaza, Trump conseguiu o cessar-fogo entre Israel e Hamas porque os israelenses dependem do armamento e da ajuda militar americana.
Trump agora testa seu poder sobre o Irã.
Até aqui, os mísseis iranianos, que podem atingir Israel e aliados dos EUA no Golfo, têm servido de dissuasão.
Se achar que pode destruir essa capacidade, decapitar o regime e instalar um novo governo, a um custo suportável para os eleitores americanos, Trump seguirá em frente.
Fonte: estadao
31/01/2026 21:10









