Guardiola faz discurso em defesa das crianças palestinas: ‘Nós as deixamos sozinhas’ Conhecido por apoio à Palestina, técnico do Manchester City participou de evento beneficente em Barcelona O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, fez um discurso em defesa das crianças de Gaza durante um evento beneficente em apoio à Palestina nesta quinta-feira, 29.
Falando para uma plateia de 12 mil pessoas, o multicampeão criticou a falta de apoio ao enclave durante a guerra com Israel e afirmou que os jovens palestinos foram abandonados.
“Quando vejo uma criança nesses dois últimos anos, nessas imagens em redes sociais ou na televisão, perguntando onde está a mãe, em meio a escombros, sempre me pergunto: o que eles devem pensar?
💥 Impacto e Consequências
Eu penso que os deixamos sozinhos, abandonados.
Eles devem dizer: ‘onde estão?
Venham nos ajudar”, disse Guardiola, que ainda acrescentou: “E até agora, não o fizeram”.
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Usando um keffiyeh, acessório tradicional relacionado à Palestina, Guardiola teceu críticas contra as autoridades envolvidas na guerra, acusando-as de covardia.
“Os poderosos são covardes porque enviam pessoas inocentes para matar pessoas inocentes.
Enquanto isso, estão em casa, com aquecedor ou ar-condicionado”, disparou.
🧠 Análise da Situação
+ Israel anuncia reabertura da passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito As declarações do técnico espanhol ocorreram no evento Concerto pela Palestina, uma iniciativa que faz parte da campanha Act x Palestine.
O show solidário aconteceu em Barcelona, na Espanha, e contou com apresentações de diferentes artistas, incluindo a catalã Rosália.
A renda arrecadada com o espetáculo foi destinada a iniciativas culturais palestinas.
Essa não foi a primeira manifestação de Guardiola em prol da causa palestina.
Nascido na Catalunha, o treinador apoiou a realização de uma partida amistosa entre as seleções da Palestina e da comunidade autônoma espanhola.
“Com este jogo, os palestinos vão ver que há uma parte do mundo que está pensando neles”, declarou à época.
Mais de 70 mil palestinos foram mortos em decorrência do conflito entre Israel e o grupo militante Hamas, que teve início em 7 de outubro de 2023.
Os números foram reconhecidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) na quinta, e são quase idênticos aos 71.667 mortos que haviam sido reportados pelo Ministério da Saúde de Gaza.
Ao longo de toda a guerra, Tel Aviv acusou os números divulgados pelo órgão de serem “exagerados”.
Mais de 20 mil crianças estão entre os mortos, incluindo 110 vítimas que morreram após o cessar-fogo firmado em 10 de outubro.
Desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023, as crianças do enclave palestino vivenciaram um colapso do sistema educacional.
Nesta semana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, informou ter conseguido entregar kits escolares com materiais de aprendizagem na Faixa de Gaza pela primeira vez em dois anos e meio.
Além disso, a educação palestina no enclave sofreu severos danos estruturais, com um relatório da ONU divulgado em julho apontando que 97% das escolas da região sofreram algum tipo de dano.
Israel acusa frequentemente o Hamas de infiltrar-se em estruturas e áreas civis, incluindo escolas, para utilizar civis como escudos humanos.
Fonte: veja
31/01/2026 18:07











