Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes.
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Uma semana antes do início das aulas nas escolas cívico-militares, governo ainda não enviou uniformes para alunos.
Vestuário é obrigatório atualizado Compartilhar notícia Os alunos das escolas cívico-militares de São Paulo devem começar o ano letivo sem os uniformes prometidos pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
🔍 Detalhes Importantes
Uma semana antes do início das aulas, a Secretaria da Educação ainda não entregou os kits nos colégios estaduais que adotaram o modelo militarizado.
A reportagem do Metrópoles entrou em contato com escolas cívico-militares de três cidades da Grande São Paulo e, em todas, ouviu de funcionários que não há informações sobre quando os kits de vestuário serão distribuídos.
Em uma delas, a orientação é que os estudantes utilizem calça jeans e camiseta, por enquanto.
🌍 O Cenário Atual de metropoles
A entrega de uniformes gratuitos para estudantes e profissionais das escolas cívico-militares está prevista na lei que criou o programa em São Paulo.
O uso do vestuário é obrigatório, segundo o regulamento imposto pela Secretaria da Educação, e as regras preveem, inclusive, punições aos alunos que não utilizarem as peças.
Em junho de 2025, o governo estadual abriu um pregão para a compra dos kits com calça, blusão, bermuda e camiseta.
💥 Impacto e Consequências
A empresa Infinit Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda.
ficou em primeiro lugar na disputa e foi homologada como vencedora para fornecer três itens: calça, blusão e bermuda, por R$ 17.429.412.
Segundo o Portal de Compras do governo federal, onde o pregão foi publicado, o resultado para a compra das camisetas não foi homologado até o momento.
O Metrópoles questionou a Secretaria da Educação sobre o atraso na entrega dos kits.
Em nota, a pasta afirmou que a “eventual falta das peças não impede os alunos de participar das atividades escolares” e que os uniformes estarão garantidos aos estudantes matriculados, sem responder quando os kits serão entregues.
Segundo a pasta, o pregão para a aquisição dos uniformes “segue com as etapas necessárias para a finalização do processo”.
“Quatro exemplares de camisetas não atenderam às especificações técnicas previstas no edital e, por isso, foram retiradas da licitação, que segue em andamento para garantir a aquisição adequada dos uniformes”, afirma a nota.
Inquérito do MPSP O pregão que segue em andamento para a aquisição dos uniformes das escolas cívico-militares chegou a ser alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em junho do ano passado.
À época, o promotor de Justiça Paulo Destro atendeu a um questionamento feito pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) contra o edital.
O petista acionou o MPSP dizendo que a gestão Tarcísio não detalhou a fonte dos recursos para a compra dos uniformes, o que poderia estar violando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), caso a verba utilizada seja destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em especial ao orçamento do Fundeb.
Ao instaurar o inquérito, o promotor do MPSP apontou ainda a suspeita de que o edital estivesse ferindo o princípio da isonomia e igualdade na oferta de recursos públicos ao priorizar os alunos e professores das novas escolas em detrimento dos demais estudantes da rede pública, que não recebem o uniforme gratuitamente.
Meses após as suspeitas serem levantadas, a investigação está agora em vias de ser arquivada.
Segundo o MPSP, o inquérito está no Conselho Superior para homologação do arquivamento.
Fonte: metropoles
28/01/2026 10:22











