“Estamos a acompanhar permanentemente e temos o plano de drenagem operacional, pelo que só se o rio ultrapassar a cota máxima da cheia centenária é que a margem direita deixa de estar protegida”, disse à Lusa o autarca do município do distrito de Aveiro.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que as previsões meteorológicas “indicam um novo episódio de precipitação intensa” que “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, especificou no domingo que algumas das localizações estão a merecer já particular atenção, nas quais inclui Águeda, com cujo presidente da Câmara esteve em contacto telefónico.
🧠 Análise da Situação
À Lusa, Jorge Almeida admite que fora do centro urbano e na margem esquerda do rio se verifiquem inundações, podendo condicionar a circulação rodoviária.
“A zona perto das pontes funciona como uma pequena ilha e é propensa a inundações, com a água a atingir previsivelmente a Rua Manuel Pinto, e temos as equipas municipais a acompanhar a situação de forma permanente”, explicou.
O autarca antevê que a estrada do túnel do Sardão seja a primeira a fechar, podendo igualmente vir a ser encerradas a rua do campo para Recardães e a estrada da Fontinha para Almeara.
🔄 Atualizações Recentes
“Temos as ruas e estradas do costume que fecham quatro ou cinco vezes e não é nada de extraordinário”, acrescentou, comentando que, desde que não se verifiquem “cheias centenárias”, o centro da cidade estará resguardado.
A Câmara de Águeda deu por concluída a segunda fase do plano de drenagem para prevenir cheias no centro urbano, sistema esse que, segundo Jorge Almeida, está operacional, e no qual foram investidos cerca de cinco milhões de euros.
Além do alteamento dos muros marginais, foram instaladas válvulas de maré que impedem a entrada da água do rio nos canos de águas pluviais, sempre que o nível do caudal sobe significativamente.
🔍 Detalhes Importantes
A água da chuva acumulada na cidade é encaminhada para dois grandes reservatórios – no Largo do Botaréu e no Largo do 01 de Maio -, onde seis bombas injetam as águas pluviais diretamente no rio, de forma forçada.
A autarquia concluiu também a remoção de aterros na ponte de Cabanões e Óis da Ribeira para libertar o fluxo da água.
"Muita água, muita chuva vai cair na segunda [hoje] e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte.
Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam.
Preveem-se picos à hora do almoço.
Estamos atentos e em articulação com os municípios e Proteção Civil", disse o presidente da APA.
Segundo o responsável, a frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga.
“Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua”, disse Pimenta Machado.
Devido à passagem da depressão Joseph por Portugal continental, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases sob aviso laranja nos próximos dias.
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Fonte: noticiasaominuto
26/01/2026 07:49











