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Até que ponto o setor de turismo dos EUA suporta a queda de visitantes internacionais?

30 de dezembro de 2025
in ECONOMIA, ENTRETENIMENTO, Internacional
Home ECONOMIA
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Gasto de brasileiros no exterior cresce quase o triplo sobre gasto de estrangeiros no Brasil Mesmo em ano recorde de estrangeiros no Brasil, balança comercial do turismo continua deficitária em US$ 11 bilhões; especialista explica fenômeno.

Crédito: Claudia Yoshinaga
Os Estados Unidos figuram rotineiramente no topo da lista de destinos dos sonhos de viajantes estrangeiros.

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Eles parecem não se cansar dos arranha-céus de Manhattan, das montanhas de Vermont, da vida noturna hedonista de Las Vegas, das praias paradisíacas do Havaí e dos cenários mágicos dos parques da Disney.

Mas isso está mudando.

Novas taxas elevadas, restrições de viagem, dificuldades com vistos, incerteza sobre a entrada no país e a linguagem agressiva do presidente Donald Trump em relação ao Canadá e outros países estão cobrando seu preço.

O crescimento das viagens após a pandemia estagnou e prevê-se que sejam contabilizadas 4,5 milhões de visitas internacionais a menos neste ano em comparação com 2024, de acordo com estimativas do setor.

Segundo a empresa de pesquisa Tourism Economics, as chegadas de turistas de quase todas as regiões do mundo diminuíram.

O número de visitantes da Alemanha caiu quase 12% até novembro, em relação ao ano passado.

Os visitantes da França despencaram quase 7%.

Já as chegadas da Coreia do Sul caíram quase 6%.

Mas a queda mais acentuada veio do Canadá, a segunda maior fonte de turistas estrangeiros em 2024, depois do México.

As chegadas caíram quase 26% até novembro em comparação com o ano passado, quando Trump sugeriu pela primeira vez tornar o Canadá o “51º Estado”.

“Este ano foi meio que perdido”, disse Jan Freitag, diretor nacional de Análise para o Mercado Hoteleiro da CoStar, uma organização de pesquisa de propriedades, que estimou que 11 milhões de quartos de hotel a menos foram vendidos neste ano em relação ao ano passado.

“A cada trimestre, revisamos nossa previsão para baixo.”
Este ano foi meio que perdido.

A cada trimestre, revisamos nossa previsão para baixo Jan Freitag, diretor nacional de Análise para o Mercado Hoteleiro da CoStar Os visitantes internacionais gastam bilhões de dólares nos Estados Unidos todos os anos, e esse dinheiro, por sua vez, beneficia restaurantes, lojas e outros pequenos negócios.

No ano passado, o turismo gerou US$ 2,9 trilhões em produção econômica, sustentando 15 milhões de empregos, segundo a US Travel Association, organização de empresas do setor de viagens dos Estados Unidos.

A perda desses dólares estrangeiros preocupou muitos no setor.

Embora as viagens domésticas tenham superado os níveis de volume e gastos pré-pandemia, compensando parte da queda, especialistas enfatizam que isso está longe de ser suficiente.

Eles ressaltam que a perda da confiança dos viajantes internacionais tem custos econômicos claros e ameaça a longa posição de liderança do país no setor turístico global, avaliado em US$ 10,9 trilhões.

Muitos estão de olho na Copa do Mundo, no meio do próximo ano, um megaevento sediado pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pelo México.

“Os Estados Unidos continuam sendo um destino extremamente atraente”, disse Adam Sacks, presidente da Tourism Economics, “mas as pessoas podem acabar escolhendo outras alternativas”.

Apreensão entre empresas do setor Durante 30 anos, Lloyd Mager, de 72 anos, teve o prazer de guiar passeios de bicicleta por Key West, na Flórida, compartilhando o charme tropical da cidade com um fluxo constante de turistas, especialmente aqueles que fogem do frio do inverno em lugares como o Canadá.

Ele disse que as reservas caíram mais de 25% este ano, o que o deixa preocupado com a alta temporada, do Natal à Páscoa.

“Maio foi terrível.

Junho foi terrível.

Julho foi terrível.

Agosto foi terrível, e setembro, e outubro, e novembro…”, disse Mager, acrescentando: “Isso não vai dar para pagar o aluguel”.

Maio foi terrível.

Junho foi terrível.

Julho foi terrível.

Agosto foi terrível, e setembro, e outubro, e novembro…

Isso não vai dar para pagar o aluguel Lloyd Mager, que guia passeios de bicicleta por Key West, na Flórida Este era para ser o ano em que o mercado de turismo internacional retornaria aos níveis pré-pandemia.

Em vez disso, pela primeira vez desde 2020, o número de visitantes internacionais deverá cair, de acordo com a US Travel Association, que adiou a projeção de recuperação para 2029.

Proprietários de empresas em todo o país, desde lojas de souvenir na Hollywood Boulevard em Los Angeles até empresas de turismo em Las Vegas, dizem que estão reduzindo o número de passeios e observando com apreensão seus números de vendas.

“Tem sido péssimo”, disse Adesh Barua, de 38 anos, dono de uma loja de souvenir em Hollywood.

“Todo mês meu faturamento cai de 30 a 40%”, acrescentou.

“Não tem ninguém aqui.”
Os turistas internacionais, em média, permanecem por mais tempo e gastam mais do que os nacionais, o que os torna muito desejados.

No ano passado, os visitantes estrangeiros gastaram quase US$ 179 bilhões em viagens nos Estados Unidos, um número que deverá cair US$ 6 bilhões em 2025, segundo dados da Tourism Economics.

Leia também Especialistas do setor e proprietários de empresas voltadas para o turismo citam o sentimento negativo em relação aos Estados Unidos, as incertezas econômicas, os longos tempos de espera por vistos e uma postura menos acolhedora dos Estados Unidos como os principais fatores que afastam os visitantes.

“A realidade é que o mundo está muito competitivo neste momento”, disse Gloria Guevara, CEO interina e presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC – Conselho Mundial de Viagens e Turismo).

Ela lembrou que muitos destinos “estão de fato oferecendo incentivos para que as pessoas viajem para lá”.

📊 Informação Complementar

Nos últimos meses, o governo americano propôs e implementou uma série de mudanças políticas que afetam os turistas.

Neste mês, anunciou um plano para analisar as redes sociais de muitos visitantes estrangeiros e coletar informações sobre seus familiares.

Trump também ampliou a proibição de viagens; cerca de 35 países atualmente estão sujeitos a restrições.

Isso se soma aos planos pendentes de cobrar uma nova taxa de visto de US$ 250 de muitos visitantes e de cobrar dos viajantes estrangeiros uma taxa adicional de US$ 100 para entrar nos principais parques nacionais a partir de 1º de janeiro.

Durante o verão passado, o Congresso cortou em 80% o financiamento federal da Brand USA, organização de marketing que promove no exterior o turismo nos Estados Unidos.

Recentemente, foi apresentado um projeto de lei para restaurar esse financiamento.

Essas ações abriram um impasse entre o governo e a indústria de viagens.

Ao longo do último ano, organizações do setor como a US Travel Association têm consistentemente reiterado a importância da visita de estrangeiros e os bilhões que eles gastam no país.

Geoff Freeman, presidente e CEO da US Travel Association, afirmou que, para o turismo internacional, 2025 está entre os “anos mais decepcionantes que já enfrentamos”.

Ele observou que os Estados Unidos, a mais poderosa economia de viagens do mundo, que a cada ano costuma atrair dezenas de milhões de visitantes internacionais, neste ano serão a única grande nação a sofrer um corte nos gastos do setor.

“Por que faríamos algo que desencorajasse as viagens quando o que queremos é que os viajantes internacionais gastem?”, disse Freeman, acrescentando: “Não podemos ser mais enfáticos em dizer que queremos manter os negócios.” Anna Kelly, secretária de imprensa adjunta da Casa Branca, afirmou em comunicado que Trump “fez mais pelo turismo americano do que qualquer outra pessoa”, incluindo “tornar nossas cidades seguras e bonitas novamente para que todos possam desfrutar”.

Por que faríamos algo que desencorajasse as viagens quando o que queremos é que os viajantes internacionais gastem?

Não podemos ser mais enfáticos em dizer que queremos manter os negócios Geoff Freeman, presidente e CEO da US Travel Association De acordo com a Tourism Economics, entre os 10 principais destinos do mundo, os Estados Unidos apresentaram o pior desempenho em termos de crescimento de visitas e gastos neste ano, em comparação com 2024.

Ao mesmo tempo, lugares como Reino Unido, Japão e Grécia registraram aumentos percentuais de dois dígitos.

Até 2031, a China deverá ultrapassar os Estados Unidos como o maior mercado de viagens e turismo do mundo, com o setor projetado para contribuir com US$ 3,8 trilhões para o seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo o WTTC.

Tombo diferente conforme o destino
O tamanho e o motivo para menos turistas internacionais dependem do destino.

A cidade de Nova York espera pouco mais de 12 milhões de turistas estrangeiros neste ano, 5% a menos que no ano passado.

Autoridades de turismo da Califórnia observaram um aumento de quase 6% nas visitas do México, mas preveem que as visitas do exterior, excluindo o Canadá, cairão mais de 3% este ano.

Nos primeiros seis meses do ano, a Flórida registrou um aumento de 5% no número de turistas estrangeiros, mas uma queda de 18% nos visitantes canadenses.

Karen Toon, de 50 anos, viajou de Birmingham, na Inglaterra, para realizar seu sonho de visitar Nova York durante a temporada de férias.

Apesar dos altos preços das passagens aéreas e dos hotéis, ela disse que reservou impulsivamente sua viagem de uma semana com um mês de antecedência e não se arrependeu.

“É algo mágico”, disse Karen, acrescentando que não se deixou intimidar por sentimentos políticos.

“As luzes, as árvores, as decorações, tudo.” Empresas em Estados que normalmente recebem bem os viajantes canadenses têm tentado atraí-los de volta com descontos especiais em quartos e ofertas em compras e restaurantes, mas as visitas do Canadá para os Estados Unidos continuam diminuindo todos os meses desde o início do segundo mandato de Trump.

“Parar de viajar para os Estados Unidos é como deixar de ver um bom amigo”, disse Corinne Roth, de 70 anos, moradora de Vancouver, na província de British Columbia.

Ela não imagina voltar nos próximos vários anos.

É algo mágico.

As luzes, as árvores, as decorações, tudo Karen Toon, viajante inglesa sobre seu sonho realizado de visitar Nova York As reservas extremamente baixas por parte dos canadenses no início deste ano preocuparam os proprietários de Jay Peak, uma estação de esqui em Vermont, a cerca de duas horas de carro de Montréal, disse Steve Wright, presidente e gerente geral da empresa.

Mas algumas tempestades de inverno significativas reverteram a tendência, e as reservas de canadenses agora estão em níveis semelhantes aos do ano passado.

“Eles botaram a viagem para a neve na frente dos seus sentimentos em relação ao governo dos Estados Unidos.

Isso, sinceramente, nos surpreendeu”, disse Wright.

Em Las Vegas, o número total de visitantes, tanto internacionais quanto nacionais, caiu mais de 7% até outubro.

Ivan Phillips, de 48 anos, dono de uma empresa de ônibus turístico na cidade, disse ter notado mais shows com descontos e menos gente na Strip, avenida principal da cidade.

A percepção dos visitantes estrangeiros, válida ou não, disse ele, era de que “é difícil chegar aos Estados Unidos, que com sorte você consegue entrar, que é arriscado”.

Grande expectativa para 2026
Os americanos estão viajando mais, e seus dólares estão preenchendo parte da lacuna deixada pelo declínio do turismo internacional.

O setor prevê 2,4 bilhões de viagens domésticas neste ano, um aumento de quase 2% em relação ao ano passado.

Mas os viajantes americanos também gastam mais fora do país do que os turistas internacionais gastam nos Estados Unidos.

Esse número, chamado de déficit da balança do turismo, deve chegar a cerca de US$ 70 bilhões neste ano, segundo a US Travel.

Em contraste, em 2019, esse valor representava um superávit de US$ 51 bilhões.

Dois eventos de grande porte no próximo ano, a Copa do Mundo da FIFA e o 250º aniversário da independência americana, podem mudar esse cenário.

O setor de turismo prevê que cerca de 1 milhão de visitantes estrangeiros possam viajar para os Estados Unidos somente para a Copa do Mundo.

“Como indústria, como país, estamos apostando todas as nossas fichas na Copa do Mundo e nas comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos ”, disse Freeman, da US Travel, embora a efeméride americana possa ser difícil de vender para viajantes internacionais.

Leia também O setor de viagens está cautelosamente otimista em relação ao próximo ano, com estimativas de aumento de mais de 3% nas visitas internacionais, chegando a 70,4 milhões de viagens, segundo a Tourism Economics.

Espera-se que os jogos da Copa do Mundo gerem quase US$ 900 milhões em receita adicional com hospedagem para as cidades-sede, ou “o equivalente a 10 Super Bowls em seis semanas”, afirmou a empresa de pesquisa.

Kansas City, no Missouri, outra cidade-sede da Copa do Mundo, geralmente não atrai um grande número de turistas internacionais.

No ano passado, todo o Estado recebeu menos de 500 mil visitantes estrangeiros, de acordo com dados do governo estadual.

Mas a Copa do Mundo pode trazer um “enorme” impulso de US$ 654 milhões para o Missouri em apenas 26 dias, disse Jim Rowland, especialista em turismo esportivo do Visit Missouri, órgão que divulga o destino.

A cidade sediará as potências do futebol Argentina e Holanda, além de uma partida das quartas de final em 11 de julho.

Rowland espera que os ingressos e os quartos de hotel se esgotem.

Mas em cidades que não sediam a Copa do Mundo, o futuro não parece tão promissor.

“Os turistas internacionais estão reservando com seis a nove meses de antecedência.

Então, todas as pessoas que vieram neste verão foram as que reservaram no ano passado”, disse Phillips, de uma operadora de passeios de ônibus em Las Vegas.

“Agora, com tudo o que tem acontecido nas notícias, talvez eles pensem: ‘Vamos para outro lugar’.” Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.

Saiba mais em nossa Política de IA.

c.2025 The New York Times Company


Fonte: estadao

30/12/2025 12:07

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