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Editorial: ‘BC mantém juros em 15% ao ano, enquanto governo Lula chia e vê aprovação subir com inflação sob controle’

7 de novembro de 2025
in Brasil, ECONOMIA, POLÍTICA
Home Brasil
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Era bola cantada que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteria a taxa básica de juros em 15% ao ano.

Não havia nada a justificar uma mudança de rota por parte do Banco Central (BC), a não ser as tradicionais pressões de integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

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Nesse sentido, a unanimidade em torno da decisão enfatizou a coesão e a coerência de seus membros na definição da política monetária.

Os indicadores não ajudam muito.

🔍 Detalhes Importantes

A economia desacelerou, mas a taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro atingiu 5,6%, menor nível da série histórica, iniciada em 2012.

A inflação arrefeceu, mas tanto o índice cheio como os núcleos, que excluem os itens mais voláteis, permanecem acima da meta de 3%, assim como as expectativas para o IPCA deste ano e o de 2026.

As projeções para o segundo trimestre de 2027, horizonte que guia as decisões do Copom, recuaram de 3,4% para 3,3%, mas ainda estão em nível acima da meta.

Não havia, portanto, como sinalizar algum alívio no curto prazo.

🌍 Contexto e Relevância

Para marcar essa posição, o BC preferiu repetir uma frase mencionada em divulgações anteriores, segundo a qual é preciso manter as taxas de juros elevadas por período “bastante prolongado”.

Assim, foi praticamente sepultada a possibilidade de que a Selic possa cair ainda em 2025, além de ter sido reduzida sobremaneira a aposta em uma queda em janeiro.

Agora, a maioria do mercado passou a acreditar que os cortes só devem começar em março.

A boa notícia é que o BC cravou que os juros em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos, serão suficientes para assegurar que a inflação convirja rumo à meta.

Pode parecer pouca coisa em um comunicado tão duro, mas, até então, o Copom ainda manifestava dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia.

Isso, de certa forma, deixava implícita a possibilidade de que a Selic teria de ir além para alcançar a meta de 3%.

O governo chiou, mas parece ter sido mais para cumprir tabela.

Um dia antes da decisão do Copom, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que, se fosse diretor do BC, votaria pela redução dos juros.

Convenientemente, no entanto, preferiu responsabilizar os bancos em vez de culpar o BC ou a si mesmo – Haddad, afinal, foi um dos que votaram pela manutenção da meta de inflação em 3%.

Nas redes sociais, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que a manutenção dos juros era prejudicial aos investimentos produtivos, ao acesso ao crédito, à geração de empregos e ao equilíbrio das contas públicas.

📊 Informação Complementar

“Nada justifica uma decisão tão descasada da realidade, dos indicadores econômicos, das necessidades do País”, disse.

Para quem já foi chamada de pitbull do governo, pode-se dizer que são críticas leves.

Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), optou por ignorar o assunto nas redes sociais.

O deputado preferiu comemorar a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, defender o projeto de lei antifacção do governo e celebrar a eleição do democrata Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York.

A verdade é que fica cada vez mais difícil para o governo manter uma postura aguerrida contra o BC.

De um lado, a maioria dos diretores do Copom foi indicada por Lula, a começar pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.

De outro, é inegável que uma inflação mais baixa beneficia Lula.

Se o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros deu ao petista o discurso da soberania, Lula sabe que preços sob controle são um excelente ativo eleitoral.

A se confirmarem as projeções do BC e do mercado, os juros podem começar a cair em março, às vésperas do início da campanha eleitoral.

A maior ameaça a esse cenário é o próprio governo, que, com tantas medidas populistas, é quem mais contribui para desancorar as expectativas de inflação.

Uma política fiscal mais austera certamente ajudaria a compor um cenário mais favorável à redução dos juros, mas o governo optou pelo caminho oposto e não vê relação entre o aumento do gasto público e a inflação.

Falta coerência ao governo, mas felizmente sobra no Banco Central.


Fonte: estadao

07/11/2025 10:20

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