Na tarde de quinta-feira, a Praia da Vieira foi interditada a banhos depois de análises terem indicado contaminação, segundo o Departamento de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria.
Após novas análises, o delegado de saúde regional do Centro determinou hoje à tarde o levantamento da interdição da prática balnear naquela praia, com efeitos imediatos.
Esta foi a segunda vez este mês que a Praia da Vieira esteve interditada a banhos.
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A primeira ocorreu na sequência de uma avaria, registada no dia 12, na estação elevatória de Monte Real, no concelho de Leiria, que obrigou à descarga de milhares de metros cúbicos de efluentes não tratados para o rio Lis, que desagua na Praia da Vieira, e em valas de rega.
A APA estimou que entre 20 mil e 25 mil metros cúbicos de esgoto bruto foram lançados ao rio Lis, segundo o seu presidente, Pimenta Machado, que classificou o acidente como “grave, com implicações graves”, para o rio Lis e a Praia da Vieira.
A avaria naquela estação, infraestrutura da responsabilidade da Águas do Centro Litoral (AdCL), ficou ultrapassada na madrugada de dia 14 e a interdição a banhos na Praia da Vieira foi levantada dois dias depois.
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Na ocasião, o Município de Leiria desaconselhou atividades no troço do rio Lis a jusante de Monte Real, como captações para rega, banhos e pesca.
Na quinta-feira, o presidente do Conselho de Administração da AdCL, Alexandre Tavares, pediu a demissão.
Numa mensagem eletrónica enviada a várias entidades e à qual a Lusa teve acesso, Alexandre Tavares começou por dizer que a empresa “não tem evidências de que a nova interdição da Praia da Vieira”, no concelho da Marinha Grande, na tarde de quinta-feira, “tenha correlação com qualquer avaria ou limitações no sistema de bombagem e transporte em saneamento ou de tratamento na ETAR [estação de tratamento de águas residuais] do Coimbrão”, no município de Leiria.
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Porém, existe um facto “de manobra no autómato” na estação elevatória da Passagem, em Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, na segunda-feira, e reportado à APA “como nas melhores práticas, que não pode “ser excluído de ter uma contribuição, nem que diminuta, para os níveis de contaminação biológica encontrados”.
Alexandre Tavares assegurou que a AdCL está a "averiguar qualquer causalidade que possa relacionar estes factos, fazendo uma nova campanha de monitorização".
“Procurando preservar o bom nome da Águas do Centro Litoral, SA, enquanto empresa que presta um serviço e missão essencial, vem o presidente do Conselho de Administração apresentar a sua demissão”, escreveu Alexandre Tavares, que se disponibilizou “para o apuramento dos factos, por incipientes que sejam, para a causa desta interdição”.
A Águas do Centro Litoral tem a concessão, por um período de 30 anos, até 2045, da exploração e da gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Centro Litoral de Portugal.
Esta é uma sociedade constituída em 2015 e participada pela Águas de Portugal, SGPS, SA e por 29 municípios distribuídos pelos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto e Santarém, servindo uma área geográfica de 5.485 quilómetros quadrados.
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Fonte: noticiasaominuto
29/08/2025 13:12