‘Maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado’, diz Lula sobre operações contra esquema com PCC e setor financeiro O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia à facção dissimular os recursos de origem criminosa Lula destacou operações conjuntas como a maior resposta do Estado ao crime organizado, desmantelando um esquema do PCC no setor financeiro e de combustíveis, envolvendo bilhões em fraudes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou as operações ocorridas nesta quinta-feira, 28, de "maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado".
O petista se refere à ação coordenada entre diferentes órgãos de segurança pública e do judiciário que desmantelou um esquema de fraude no sistema financeiro e no setor de combustíveis com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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"A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui.
Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas nos setores financeiro e de combustíveis, envolvendo 10 estados”, iniciou Lula.
🧠 Análise da Situação
“O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas.
Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, complementou.
A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui.
💥 Impacto e Consequências
Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas… — Lula (@LulaOficial) August 28, 2025 As investigações apontam que o sofisticado esquema engendrado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis.
O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa.
A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros.
Apenas em São Paulo, o PCC operava duas redes de combustível, sendo uma cujo promotor João Paulo Gabriel, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), descreveu como “muito ampla”, e mais uma em Goiás.
“Essas redes atuam de forma cooperada com redes já identificadas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital”, informou.
O PCC também teria o controle de ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de cerca de R$ 30 bilhões.
Através deles, a facção conseguiu comprar um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool, 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis, dentre os quais seis fazendas no interior do estado de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso/BA, adquirida por R$ 13 milhões.
Fonte: terra
28/08/2025 16:05