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62 anos: Sou a velhice da juventude ou a juventude da velhice?

17 de agosto de 2025
in Meio Ambiente, Novelas, SAÚDE
Home Meio Ambiente
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Tenho 62 anos e já uso filas preferenciais e vagas exclusivas.

Sou, juridicamente, um idoso, melhor idade ou quaisquer eufemismos que sejam inventados.

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Tenho pensado na ambiguidade dos “early sixties”: sou a velhice da juventude e a juventude da velhice.

Tenho amigos octogenários e nonagenários.

Convivendo com eles, observei lições para o Leandro de 82 anos.

São coisas que testemunhei em muitas pessoas que cruzaram a marca das oito décadas.

São conselhos meus para mim a partir do que vejo hoje.

Veja com o que você concorda e do que discorda.

Caro Leandro de 82 anos:
– Tente manter o peso mais baixo.

Sobrepeso estoura articulações.

Não é um debate sobre ideal estético: é Newton.

Massa maior sobrecarrega joelhos.

A mobilidade faz encontrar pessoa e adia demência.

Mobilidade é ouro!

– Evite a teimosia, uma das marcas da terceira idade.

Ela se disfarça de hábitos.

A vida recomenda alguma flexibilidade.

– Não fique em casa lamentando que amigos, filhos ou netos (se houver) visitam pouco.

Reflita sobre o motivo da raridade da presença.

Que ambiente encontram?

Há reclamações e conversas de doenças?

Melhore a beleza das flores do jardim e pare de chorar pelas borboletas ausentes.

– Se ainda existir zap ou similar, evite excesso de mensagens e imagens.

Veja que as pessoas não respondem a seu fluxo de bom dia, boa tarde, boa noite.

Não vire tiozão ou avozão do zap.

Cuidado com imagens de flores.

Atenção especial a teorias conspiratórias: elas denunciam o fim do seu mundo e não o fim do mundo.

– Reprima o desejo infinito de aconselhar.

Espere ser consultado ou demandado.

Não invada espaços, não forneça análises não solicitadas.

Bêbados, crianças e velhos perdem um pouco do controle vocal.

Recupere-o.

Cale mais, pergunte mais, ouça mais.

– Movimente-se.

Visite pessoas próximas.

Escreva cartões.

Caminhe.

Alongue-se.

Coloque barras na casa toda e no box.

Fuja de sapatos perigosos e de chinelos.

Ande.

Nade se conseguir.

Aprenda algo novo.

– Reveja bons filmes e coloque alguns novos no cardápio visual.

Insista em museus.

A maioria oferece vantagens para público mais experiente.

Aprenda sempre.

– Reaja contra a tristeza.

Saia e converse com alguém.

Leia coisas boas.

Respire fundo, tome uma água boa, erga um brinde ao que você já fez na vida e faça planos.

O horizonte de amanhã é forte para afastar névoas melancólicas.

– Pessoas mais velhas possuem o dom de errar ao dar presentes para jovens.

Pergunte mais e descubra o que a pessoa gostaria de ganhar de verdade.

Não se presenteie ao comprar algo para outra pessoa.

– Se possível, procure um geriatra para coordenar os muitos médicos da terceira idade.

📊 Informação Complementar

O navio do seu corpo precisa de um capitão.

Consulta a um geriatra aos 45 é treinamento de incêndio; aos 85 é luta para que o fogo não consuma tudo.

Comece cedo.

– Cachorros e gatos são boas companhias.

Se gostar, tenha um ou dois.

Adote.

– Releia livros como: Antes de Partir – os cinco principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer (Bronnie Ware, Geração) e todos os livros da doutora Anna Claudia Quintana Arantes, especialmente Histórias Lindas de Morrer.

Decore uma poesia nova por mês.

– Há borboletas que duram 48 horas.

Há tartarugas que passam de 200 anos.

Há tubarões que vivem séculos.

A vida não deve ser medida pela quantidade numérica, mas pela qualidade de usufruir o tempo.

Tem gente que vive bem 60 anos e outros se arrastam por 90.

– Os enterros aumentam com o tempo.

Temos de ir a muitos.

Insista em visitar também recém-nascidos.

Viva mais inaugurações do que encerramentos.

– Há bons motivos para brigar e boas causas para defender.

A maioria dos enfrentamentos pode ser superada analisando seu ego e não o caso em si.

Como brigar na terceira idade é perigoso, escolha bem suas guerras e entre naquelas raras que são muito importantes.

– Meu velho: você seduziu homens e mulheres há décadas?

Era uma pessoa arrasadora em corações e corpos?

O cacoete sobrevive mais do que a libido.

O hábito é forte e você pode confundir coisas.

Nem todo sorriso é um convite à orgia.

A moça ou o rapaz podem estar achando você um vovô simpático ou uma vovó catita.

Você pode ser um sedutor ou uma sedutora até idade avançada.

Apenas precisamos de mais cuidados e discernimento na etapa final.

– Velhice é muito cara.

Guarde dinheiro.

Não seja um faraó que começa a fazer seu túmulo no dia da coroação.

Evite uma vida fúnebre.

Fuja também da ideia de imortalidade.

Freud disse que temos resistência a pensar na nossa morte.

Pense um pouco, não pense demais.

Plano de saúde, reserva e um plano funerário: são ideias úteis.

Faça por escrito um testamento e fale das suas vontades.

Não fale sempre e nem muito.

Fale de forma clara uma ou duas vezes nos encontros familiares.

Quer ser cremado?

Prefere um túmulo que nunca será visitado?

Contemplará apenas herdeiros necessários?

É um doador de órgãos?

Cuidado com contas a que só você tem acesso.

Não precisa ser um faraó e nem um deus perene.

Seja humano.

Um bom livro tem um capítulo final.

O último texto não salva a obra, mas pode complicá-la se for confuso.

Depois de tudo decidido e preparado, viva intensamente a experiência única da vida.

Morra só uma vez, em um dia e para sempre.

Antes disso, cultive a esperança, ela deve ser a última a sair da Caixa de Pandora.

Que a morte o encontre vivo.


Fonte: estadao

17/08/2025 16:24

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